Família Vicentina

Novo agir juntos: XVIII Encontro Nacional da Família Vicentina do Brasil

03 de julho de 2026 Suerllen Marinho 110 visualizações

Participantes do 18º Encontro Nacional da Família Vicentina do Brasil

Novo agir juntos: XVIII Encontro Nacional da Família Vicentina do Brasil

Com muita alegria, o XVIII Encontro Nacional da Família Vicentina do Brasil foi realizado de 4 a 7 de junho, em Fortaleza, com a participação de 70 pessoas.

Estiveram presentes membros da Associação da Medalha Milagrosa (AMM), Associação Internacional de Caridades (AIC), Congregação da Missão (CM), Sociedade de São Vicente de Paulo (SSVP), Companhia das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo (FC), Congregação dos Fráteres de Nossa Senhora, Mãe de Misericórdia (CMM), Irmãs de São Vicente de Paulo, Servas dos Pobres de Gijzegem (ISVPG), Juventude Mariana Vicentina (JMV), Missionários Seculares Vicentinos (MISEVI), Congregação dos Religiosos de São Vicente de Paulo (RSV), Instituto Servas dos Pobres de São Vicente de Paulo (Casa Ranquines), Irmãos Auxiliares de São Vicente (Casa Ranquines), Juventude Frassati (Casa Ranquines) e Filhas de Maria, Servas da Caridade.

O encontro teve início com a celebração de Corpus Christi e o tradicional tapete confeccionado com toalhas de banho decoradas com fatos marcantes dos ramos. A celebração foi presidida pelo Pe. Júnior Silva, representando o provincial Pe. Jânio, da CM de Fortaleza. Também participou a provincial das Filhas da Caridade de Fortaleza, Ir. Luzia. Foram arrecadadas 45 toalhas, que serão distribuídas aos irmãos mais vulneráveis da cidade de Fortaleza.

Os trabalhos começaram com uma apresentação de Catarina Érika Morais Lima, coordenadora de Comunicação da Família Vicentina Latino-Americana (FAVILA), sobre a síntese do X Encontro Continental da FAVILA e a atual composição do Conselho.

O tema do encontro, “Crescendo juntos na caridade, fortalecidos na missão vicentina”, e o lema, “Abrasar os corações para fazer o que fez o Filho de Deus”, conduziram os participantes a refletir sobre a missão da Família Vicentina. A reflexão recordou as palavras de São Vicente de Paulo: “Não me deve bastar amar a Deus, se meu próximo não o ama. Devo amar meu próximo como a imagem de Deus e o objeto de seu amor e agir de modo que, por sua vez, os homens amem seu Criador, que os conhece e os reconhece como seus irmãos e os salvou”.

Foi destacado que a Família Vicentina é fiel depositária do carisma. O momento também apresentou a música “Família Vicentina Abrasa os Corações”, de autoria do confrade Willian, da SSVP, preparada especialmente para o encontro.

Com a pedagogia do ver, discernir, agir e celebrar, foram realizados painéis para a construção das Linhas de Ação da Família Vicentina do Brasil.

No momento do ver, a reflexão “Realidades e contextos” foi conduzida pelo Pe. Agnaldo Aparecido de Paula, CM. Ele apresentou as diversas formas de pobreza existentes no Brasil e no mundo, diante das quais os vicentinos são chamados a atuar. O conteúdo foi aprofundado pelos participantes em trabalhos de grupo.

O Pe. Guillermo Campuzano, CM, do Escritório Internacional da Família Vicentina, orientou o momento de discernir com a apresentação “Desafios, oportunidades e linhas de ação globais da FAMVIN – Convocatória de Roma 2024”. Ele convidou os participantes a encarnar uma nova maneira de ser e recordou que “sempre estamos presentes, ainda que não sejamos vistos”. Destacou ainda a necessidade de adaptação às novas realidades, sem apego a estruturas rígidas nas comunidades de fé e serviço.

Segundo o Pe. Guillermo, “nosso carisma não é simplesmente uma ação, mesmo que se expresse em ações. O carisma é um modo de ser, de pensar, de compreender a realidade, de se relacionar, de rezar, de agir e de discernir”.

Com a reflexão “Cuidar do Ecossistema Vicentino”, o Pe. Guillermo conduziu o momento do agir a partir de quatro tecidos: relacional, espiritual, profético-missionário e estrutural. A Família Vicentina é chamada a renovar suas estruturas e seus estilos missionários em sinodalidade, a partir da lógica de nascer de novo.

Os participantes foram convidados a refletir sobre como articular a história da Família Vicentina com outras histórias e torná-la motivo de esperança para as pessoas descartadas e para a própria Terra. Também refletiram sobre a contribuição da FAMVIN para uma Igreja renovada, para a revitalização profética e para a reinterpretação do carisma vicentino diante dos desafios de uma nova humanidade.

Após os debates, foram construídas as Linhas de Ação da Família Vicentina do Brasil, baseadas nos quatro tecidos e em sintonia com as orientações da Família Vicentina Latino-Americana. Essas linhas deverão orientar ações concretas nas regiões brasileiras, considerando suas necessidades e realidades específicas.

Na sequência, foi realizada uma apresentação sobre os trabalhos da Aliança da Família Vicentina para os Sem-Teto e sobre o sinhogarismo, situação em que uma pessoa não possui moradia fixa, segura e adequada.

Também foram apresentadas experiências do Projeto 13 Casas no Brasil: os projetos promovidos pela SSVP, apresentados por Márcia Moreschi; o Projeto 13 Casas da Regional Sul, apresentado por Rosane Maria Rontschky; o Projeto Sepetiba e o Projeto Refugiados, apresentados por Ir. Rizomar Bonfim Figueiredo, FC; e o Projeto de Atendimento aos Imigrantes e às Pessoas em Situação de Rua em Alagoas, apresentado por Irmã Maria Rosali, da Casa Ranquines.

As experiências possuem a mesma finalidade, embora adotem metodologias diferentes, e serviram de inspiração para novas iniciativas. O Projeto 13 Casas continua sendo uma prioridade para a Família Vicentina e deverá ser ampliado.

Suerllen Marinho, da JMV, apresentou o Plano de Comunicação e o site da FAVIBRA, ainda em fase de testes, como importantes ferramentas para sistematizar experiências, disponibilizar materiais de formação e divulgar os principais eventos da Família Vicentina.

Também foram realizados debates sobre a distribuição e a organização territorial da FAVIBRA, com o objetivo de animar, comunicar e articular as ações em todo o território brasileiro. A organização passou a abranger as regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste.

No encerramento, a etapa do celebrar foi vivida com a Santa Missa. Todos os participantes foram enviados em missão, chamados a abrasar os corações e ser luz de esperança para os irmãos.

Foram feitos agradecimentos especiais à equipe do Regional de Fortaleza, integrada por AMM, CM, SSVP, FC, AIC e Filhas de Maria, Servas da Caridade. José Cláudio, da AMM, e Pe. Sílvio, CM, foram lembrados pelo apoio à organização do evento e pela realização de atividades culturais que proporcionaram momentos especiais de convivência e integração.

𝗠𝗮́𝗿𝗰𝗶𝗮 𝗠𝗼𝗿𝗲𝘀𝗰𝗵𝗶

𝘊𝘰𝘰𝘳𝘥𝘦𝘯𝘢𝘥𝘰𝘳𝘢 𝘥𝘢 𝘍𝘢𝘮𝘪́𝘭𝘪𝘢 𝘝𝘪𝘤𝘦𝘯𝘵𝘪𝘯𝘢 𝘥𝘰 𝘉𝘳𝘢𝘴𝘪𝘭

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